27.julho.2011
perfil tattoo: Jotapê Pabst
Não é de hoje que conheço o trabalho do Jotapê. Lembro dele trabalhando no estúdio onde eu fiz minhas primeiras tattoos, lembro também que na época ele tinha feito umas ilustrações navy para a Capricho e eu tinha amado por que tinham sereias! Daí até cheguei a ver com ele pra fazer duas andorinhas no colo (onde tenho a caravela e as damas hoje), mas ainda tava muito na duvida porque queria um desenho com sereias, enfim! Acabou que a gente se desencontrou nos horários eu fiquei sem grana e nunca tatuei com ele, hahahaha! Parece até história de novela mexicana, mas é verdade! Porém sempre acompanhei o trabalho dele no fotolog e flickr e achei muito foda! Ainda mais pra alguém (relativamente) novo e que começou tão cedo a fazer tatuagens. Acho o Jotapê muito exemplo desta nova geração de tatuadores (de verdade no caso, né!), da linha dos que realmente entendem o que estão fazendo, estudam e pesquisam sobre o que é a tatuagem de verdade.
O Jotapê é a “caveirinha” da esquerda. Este é um dos desenhos dele que eu mais amo, que ele fez pra mulher dele, a Sami!
Nome: Jotapê Pabst
Idade: 24
Signo: Escorpião/Tigre
Estilo de tattoo que curte: Acima de tudo, os tradicionais. Tanto o tradicional ocidental, quanto o oriental e os mais ancestrais são os principais pilares da tatuagem contemporânea. A tatuagem tradicional carrega uma série de valores que devem sempre ser respeitados. Mas eu também não sou um conservador radical. Eu acho que a tatuagem ainda tem muito espaço pra evoluir em termos artísticos. Mais recentemente eu tenho gostado bastante de alguns movimentos contemporâneos, como a escola do Thomas Hooper e do Lyam, de Nova York, e do Yann Black de Montreal, e também daquela cena meio graffitti de Madrid, com o Deno, o Gore e o Bara, além das outras inúmeras releituras adaptadas dos estilos clássicos que têm por aí.
Artistas/tatuadores em que se inspira: Porra! São muitos. Vou tentar sintetizar um pouco. Em primeiro lugar os meus mestres, Aldemir Martins e Rubens Matuck, com quem eu aprendi a gostar de todo tipo de arte e não ter preconceitos, e Rick Pacchini, que me ensinou praticamente tudo que eu sei na tatuagem.
Me inspiro bastante também na escola criada pelo August “Cap” Coleman, e aperfeiçoada pelo Sailor Jerry. E na escola criada pelo Dan Higgs e aperfeiçoada por muitos outros tatuadores, como a tal cena de Madrid.
Aprendi a desenhar mulheres graças a desenhos de “Texas” Bob Wicks, garimpados em meia-dúzia de livros, o cara era mestre demais.Lá em cima eu já citei as escolas do Thomas Hooper, do Lyam e do Yann Black… gosto muito também do estilo do pessoal do Welldone Tattoos de Buenos Aires, Mariano Castiglioni, Dominguez Dumois, KB, Naza, e especialmente do Piranha, que em menos de dois anos tatuando, já tem um trabalho surreal.
Tem também todos os tatuadores tradicionais japoneses, Horiyoshi, Horikoi, Horitomo, Horitaka, Horichyo, Horihide, Horirico e Shion, e os mais contemporâneos Sabado, Genko, Hiro, Ritsu, Rei, entre outros.
Também admiro muito os trabalhos do Tinico e do Jun Matsui, e dos embaixadores da tatuagem húngara em São Paulo, Ivan Szazi, Misi Karai, e Laci Kis, todos amigos próximos que estão sempre me ajudando.
Teve todo o pessoal daqui que quase uma década atrás me inspirou a querer ser tatuador, Márcio Duarte, xTetéx, Hercoly, Pedro Lucente, Neto, Maurício Teodoro, Mauro Landin, Fabio Pimentel, Arthur Camargo, Chivitz, e outros que eu fui conhecendo depois, xManekox, xBicudox, Julio Casagrande, Kalunga, Gabriel Ribeiro.
E ainda tem todo o pessoal da velha-guarda, Charlie Wagner, Huck Spaulding, Paul Rogers, Willie/Walter/Stanley Moskowitz, Owen Jensen, Lyle Tuttle, George Burchett… Putz, tem mais um monte de gente, vou parar, senão não acaba mais.
Quanto tempo tatua: 7 anos.
Eu sou… Tatuador, né. Faço ilustrações e caricaturas também, paralelamente.
Descobri o mundo das tatuagens… através da minha mãe. Ela começou a se tatuar com 40 anos, quando eu tinha uns 13. Fez uma lagartixa minúscula no braço. Depois uma cobra, uma estrela náutica, e dois anos depois – junto com meu pai – já era uma grande colecionadora de tattoos, com os braços e costas fechados. Nesse meio-tempo ajudou a montar o estúdio Atomic Tattoo em sociedade com o Hercoly, e lá eu convivi um pouco com a energia de um estúdio de tatuagem, foi meio que amor à primeira vista. O mais difícil foi que minha mãe não me deixou tatuar com menos de 18 anos, mesmo já estando lacrada de tattoos. Acho que foi uma das coisas mais sábias que ela poderia ter feito. ( só Deus sabe as idéias que eu tatuaria no auge da minha adolescência).
‘Don’t do it’ Tattoo é: …….. pô. Não sei. A quantidade de idéias absurdas – que acabaram dando certo – que as pessoas trazem pra mim acabaram me ensinando que toda idéia tem potencial pra se tornar uma boa tattoo. Cabe ao tatuador conseguir entender e desenvolver essa idéia da melhor forma, ou reconhecer suas limitações dentro da proposta e deixar para outro fazer. Dar tempo ao tempo também é uma boa alternativa. Tive um cliente que foi fiel ao ponto de esperar dois anos até eu ter a inspiração pra idéia que ele queria tatuar, e eu acho que valeu à pena.
É lógico que tem idéias que acabam sendo ridículas. Mas aí é uma coisa que varia muito de pessoa pra pessoa. Um Jesus Cristo realista extremamente tosco e mal-feito pode parecer ridículo em uma moderninha neo-hipster, mas no pedreiro que toma pinga com limão às 8 da manhã no boteco aqui da esquina fica muito mais legal do que uma tattoo colorida refinada. Nem acho que seja um lance de planejar ao longo de anos a tattoo, porque tatuagem é uma coisa de impulso também. Acho que a essência de fazer uma tatuagem tá mesmo no caráter da pessoa, das suas convicções consigo mesma. Uma pessoa com a cabeça fraca, aquela que hoje em dia vai tatuar mais por piada ou obrigação social do que pela vontade em si, acaba tendo muito mais chances de acabar com uma ‘don’t do it’ tattoo.
E, apesar de achar bem válido aloprar a ‘don’t do it’ tattoo alheia, o que interessa mesmo no final das contas é o que a tattoo representa pra pessoa, e como ela combina com quem a veste. Hercoly, um dia, disse: “cada um tem a tattoo que merece”. E eu acho que essa é a frase que melhor descreve o universo da tatuagem.
Site: http://www.flickr.com/photos/blackhattattoos
Estúdio: Black Hat Tattoos, Rua Cardeal Arcoverde, 846. Tel: 2691-7714]
Abaixo alguns dos trampos do Jotapê.
Valeu Jotapê pelo seu tempo. Adorei o perfil hahahahaha!
18.julho.2011
brisa bday week
17.julho.2011
boa tarde, meninos
Só pra dizer que eu nunca posto foto de menina tatuada pros marmanjos aqui do brisa ink!

14.julho.2011
quase lá!
O estúdio novo da Nanda e do Arthur, o Analogic Love, já tá quase ficando pronto!!!!!!! Agora ele vai ficar pertinho de todo mundo que quer tatuar: na Rua Augusta 2633, loja 20 (quase em frente à galeria ouro fino). Olha como tá lindo!
Quem quiser já pode marcar horário no tel 11 8161-8722. O Analogic Love abre este sábado (16/07), aproveita pra visitar e conhecer o trabalho da Nanda e do Arthur, que vai além da tattoo! (Sim, as obras que decoram o estúdio foram feitas por eles e você pode encomendar uma pra você).
Analogic Love
Rua Augusta 2633 loja 20 – Jardins
São Paulo – SP
Tel: 11 8161-8722
14.julho.2011
#ficadica tattoo 07
Pode parecer frescura o que vocês vão ler agora, mas esta é uma das dicas que você deve muito seguir na hora de fazer a tattoo: a roupa com a qual você vai fazer a tatuagem. Pode parecer idiota, mas o tanto de gente que não vai com uma roupa adequada na hora de tatuar é tipo enorme, hahahaha! Por exemplo: se você é mulher e vai fazer uma tatuagem que exige que você tire a camiseta, tipo nas costas, vá de top (de preferência preto). Por isso pra ajudar sua vida e a do tatuador uma listinha com dicas de roupas pra usar na hora da tattoo:
- Uma coisa que eu sempre faço quando vou tatuar é ir de preto! camiseta preta e jeans. Pra quem é marinheiro de primeira viagem a tinta costuma escorrer, a máquina espirra tinta e mancha a roupa. Então, nada de ir com roupa branca e tipo novinha em folha, pode ser que nada aconteça ou que você saia puta que estragou a roupa nova.
- Vai tatuar o braço ou colo? Vá de regata (preta). No caso das meninas, usem um top de academia caso precisem tirar a regata ou camiseta. A Nanda cansa de receber menina pra tatuar que não quer tirar a camiseta ou tem vergonha de ficar de sutiã, daí fica impossível de tatuar. Pra quem é tímida, encare o tatuador como um médico, ele não vai te olhar de forma maliciosa ou algo parecido, ele tá lá pra fazer o trampo dele e acabou
- Vai tatuar a coxa, batata da perna ou tornozelo? Meninos vão de bermuda mais larguinha (a depender do lugar vale até uma sunga por baixo) e meninas, quem não gosta de shortinho Carla Perez vá de saia.
- Vai tatuar o pé? Vá de chinelo ou sapatilha aberta!
Lembre sempre que você vai sair com a bandagem e quando você cobre costuma ficar com calor; que o tatuador precisa de espaço em você pra tatuar e que você tem que estar confortável durante a tatuagem
Não vai deixar a Brit nervosa!
5.julho.2011
cantinho do leitor #3: apaixonada pela tête-à-tête
Cada vez que eu recebo um comentário fofo aqui no blog ou alguém fala o quanto um posto ajudou na hora da tattoo, vocês não têm noção o quanto isso me deixa feliz! E não é que uma leitora, a Bru Simões dona da Tête-à-Tête lojinha LINDA de cadernos personalizados (você pode escolher desde a estampa até a cor da folha do caderno), resolveu mandar pra mim uma de suas “obras de arte” com estampa de tatuagens old scholl!!!!!!
Quase morri de tanto carinho que a Bru teve ao lembrar (e ainda me mandar) o caderno com estampa old school. O slogan da lojinha da Bru é “Paper love. Made with love!” e a gente super percebe que é isso mesmo! Além de escrever seu endereço à máquina de escrever, ela ainda carimba com um monte de coelhinhos, símbolo da loja.
Pra quem curtiu o caderno, aqui tem o link direto, e aqui você pode conhecer melhor o trabalho da Bru e escolher um caderno com a sua cara.
Só queria agradecer por sua atenção e carinho Bru <3



























