você é tatuadora?

Desde que comecei a me tatuar perdi a conta de quantas vezes foi me feita esta pergunta. Confesso que mesmo com a minha paixão por tatuagem, nunca havia passado pela minha cabeça assumir tal profissão. Cheguei até a “tatuar” de brincadeira numa pele artificial num evento promovido pela converse (leia aqui o que eu achei na época hahaha). Sempre que podia eu ia ver o Arthur e a Nanda tatuando (isso faz quase 8 anos, o tempo que nos conhecemos e somos amigos) ou qualquer outro tatuador que eu tivesse acesso. Eles que sempre me passaram tudo sobre tatuagem, tanto na parte técnica (pra eu saber mais um pouco sobre o que eu estou escrevendo e amo) quanto na profissional (como, por exemplo, a relação cliente X tatuador).

Em Dezembro de 2013 quando o Arthur (@lordarth) fez um workshop de desenho e tattoo para quem estava começando a tatuar (tem post aqui – se você curtiu, logo mais tem outro) e como eu iria cobrir pro blog, ele perguntou se eu não gostaria de participar também. Neste dia descobri que conseguia (conseguia assim, né) fazer uma rosa tradicional, e pensei: bom, se eu consegui fazer a rosa talvez eu consiga fazer outros desenhos que tanto gosto para, sei lá, transformar em quadrinhos para decorar minha casa. A ideia dos quadrinhos acabou virando os meus cadernos (que continuo fazendo e tem post aquiaqui – e mais pra frente postais também) e a pergunta “você tatua?” ganhou uma amiga , a “tatua este desenho em mim” ou “me vende este desenho para eu tatuar?”

Um ano se passou e chegou dezembro de 2014. Depois de um almoço com o Arthur, voltamos descendo a rua Augusta em direção ao estúdio (como falei, sempre que tinha um tempo livre dava uma passada lá). No caminho o Arthur me fala daquele jeito calmo dele que só quem conhece sabe: “Brisa, porque você não fica de aprendiz lá no estúdio? Acho que você tem jeito e vai gostar na hora que pegar uma máquina na mão. Você já vive esta universo faz tempo. Não precisa me responder agora, pensa e me fala”. Confesso que na hora fiquei sem saber o que falar mesmo, algumas vezes a Nanda já tinha comentado comigo que poderia ser uma ideia legal eu começar a tatuar, nem que fosse pra eu ver ser eu curtia ou não. Mil coisas vieram na minha cabeça quando o Arthur soltou pra mim esta frase, como “o que os tatuadores mais velhos irão pensar”, “como eu serei vista tanto na tatuagem quanto na moda (meu trabalho “oficial”)” e… “Pqp talvez minha mãe não goste nada disso”.

Pensei e topei! Desde janeiro estou como aprendiz no Analogic Love (em paralelo com os freelas de moda), o estúdio de onde “veio” as minhas tattoos e onde “moram” meus melhores amigos e agora meus mestres. Nada que eu possa fazer irá pagar o conhecimento, paciência e, acima de tudo, confiança depositada em mim pelo Arthur e pela Nanda. Obrigada. E obrigada aos meus “voluntários” que deram suas peles para eu começar e aos meus amigos que estão na torcida. Vamo que vamo! 

Ah! E quanto a resposta pra pergunta do título… Ainda não sou, mas estou no caminho! 

  
  

Da primeira até a ultima que fiz esta semana . Obrigada cada um de vocês 🙂   
Quem quiser ser meu “voluntário” só mandar email brisaissa@gmail.com 

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2 Responses

  1. Paola

    Choquei agora! E eu achava que nada mais me impressionava.
    Que notícia maravilhosa! Sempre na sua torcida.
    : )

    Responder
  2. Mãe

    … enfim, a história… e um dia vou entender porque eu só invento de ler essas coisas à noite :/
    mas, porém, contudo, todavia… vou parafrasear: “vamo que vamo” :O

    Responder

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