be inked

Pra variar, esqueci de postar aqui a minha coluna sobre tattoos lá no site Be Style (que tem de tudo um pouco para todos os gostos)! No meu segundo “episódio”, a experiência de ser “tatuadora” por alguns minutos e como você, talvez, não dê tanto valor ao trampo de tatuador hahaha.

“Na última terça-feira (15), rolou um evento da Converse em parceria com a Vice, chamado Get Loud. A ação convida as pessoas para expressar o “rock” por meio de imagens, ilustrações ou vídeos autorais, usando a hashtag #GETLOUD no Instagram ou Twitter (clique aqui pra saber mais). 

Para abrir a série de eventos, que promete trazer música, ilustração ou qualquer outra forma de fazer barulho – até mesmo a gastronomia -, o tema escolhido foi o meu preferido: tatuagem. Quem foi ao evento, teve a oportunidade de se sentir “tatuador” por alguns minutos.

O pessoal disponibilizou maquininhas (de verdade), pele artificial e o tempo de dois tatuadores, que eu admiro muito o trampo, Etam Paese e Bruno Silvério. Eles ficaram lá na supervisão dos “aprendizes” durante todo o evento. Eu mesma não aguentei e testei minhas habilidades (que são zero, no caso) como tatuadora.

 Brincadeiras a parte, na real, o que tirei de mais importante disso tudo foi: vocês não tem a menor noção do trampo e da canseira que dá fazer uma tatuagem! Isso porque, sei lá, fiquei só meia hora fazendo meu desenho tosco e, no meio, já queria largar lá pintado pela metade.

 Enquanto minha mão suava que nem porco dentro da luva de borracha, me peguei lembrando das diversas sessões que passei com a Nanda (Analogic Love) me tatuando, sejam elas mais curtas ou mais longas), aí, pensei além… Imagine ficar tatuando o dia todo! Têm tatuadores que atendem até cinco clientes por dia (se são tattoos pequenas), fora os trabalhos grandes que se estendem por sessões que vão de 1 a 3 horas.

Só sei que aqueles trinta minutos em que segurei uma máquina de tatuagem, quando o tempo não passava, entendi o porquê de se cobrar um preço “alto” (eu chamo de justo, se o tatuador é realmente bom) por um desenho.

 Quando o tatuador fica puto com cliente que acha que sabe mais do que ele, ou quando se tem que fazer um desenho que não curte muito, mas, como ele ama (sim, tem que amar mesmo) o que faz, vai e executa com o seu melhor. Ali, valorizei (e admirei) ainda mais essa profissão.

Então, antes de chegar ao estúdio querendo TATUAR NAQUELA HORA, “porque tá com os amigos” ou “porque tá na pegada”;  achando que você é o “bambambam”, o “vida loka das tattoos”, que manja tudo e quer “mandar um tribal loko com chamas saindo da sua barriga”, PARE, RESPEITE e OUÇA o artista que está ali do outro lado, “dando” o tempo dele pra fazer um trampo legal que você irá carregar pro resto da vida.

Juro, se eu fosse tatuadora seria muito chata!”

Gostou? Clica aqui pra ler o Ep 1.

Obrigada, de novo, Mi pelo convite 🙂

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2 Responses

  1. Lana

    bacana e tudo o mais. mas acho que respeito tem que ter das duas partes, certo? lembrando que ninguém tá “dando” tempo nenhum: o cliente está pagando pela tatuagem. ou seja, tanto cliente quanto tatuador precisam PARAR, RESPEITAR e OUVIR. afinal, da mesma forma que o artista tem o domínio da coisa, o cliente é o dono da pele e da opinião dele, ou seja, tem direito de fazer o desenho que quiser.

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